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Líder deve usar bom senso na hora de diminuir os gastos

Por: Gladys Ferraz Magalhães
02/03/10 - 08h58
InfoMoney


SÃO PAULO – Independentemente de crise econômica, chega um momento que a maior parte das empresas precisa cortar gastos. Nesta hora, segundo avaliação da gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Novais, o bom senso deve pautar líderes e empresários.

Em primeiro lugar, diz ela, é importante que haja uma avaliação e uma estratégia para a realização de uma redução de custos, o que poderá ser obtida por meio de um estudo bem detalhado de quais são realmente as despesas que podem ser enxugadas.

“No mundo corporativo, é importante separar custos supérfluos de investimentos. É muito comum confundir investimento com custo. Para fazer essa separação, é imprescindível conhecer bem os gastos da empresa”.

Vanessa atenta também para a análise dos campos de maiores e menores gastos dentro da planilha de custos, sendo que, para ela, muitas vezes é melhor reduzir vários campos de pequenos gastos do que um único gasto grande.

Cortar funcionários?
No que diz respeito ao corte de funcionários, ela afirma que nem sempre isso significa diminuição de custos, pois deve-se pensar nos encargos trabalhistas. Além disso, “antes de cortar um funcionário, é necessário avaliar se os lucros gerados pela área da qual ele faz parte cobrem seus próprios custos”, explica.

Como alternativa, a gerente sugere que o empregado seja realocado em uma área na qual ele possa produzir mais e, assim, aumentar o lucro.

Substituições
As substituições também são uma forma de diminuir os gastos de uma empresa. De acordo com Peter Mcgarahan, presidente e fundador da McGarahan e Associados, automatizar pequenas tarefas que cotidianamente são feitas de forma manual, bem como reduzir e aposentar tecnologias antigas também são formas de reduzir os custos.

Outra opção citada por ele é a realização de reuniões on-line. Neste sentido, pesquisa realizada pelo Grupo Kotler Marketing, em parceria com a Acte (Association of Corporate Travel Executives), aponta que empresas e executivos pretendem fazer maior uso da tecnologia para diminuir gastos com viagens em 2010.

Dentre os deslocamentos que mais devem ser substituídos pelos encontros virtuais, estão aqueles cujos objetivos são reunir a equipe para um grande evento e as reuniões com fornecedores e parceiros.

 
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