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Orçamento no vermelho? Corte as despesas fixas, reavaliando padrão de vida

Por: Ana Paula Ribeiro
05/09/07 - 18h02
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SÃO PAULO - Quando está passando por uma crise financeira, com as dívidas se acumulando, a grande maioria das pessoas pensa logo em reduzir ou até cortar despesas consideradas supérfluas ou derivadas do impulso consumista, adiando a compra de uma roupa ou deixando de ir ao cinema por um determinado período, por exemplo.

No entanto, ao consultarem a planilha de orçamento mensal, muitos endividados costumam manter inalterados os gastos fixos, quando, na verdade, a eliminação de alguns deles pode representar um alívio para o bolso.

Não se trata, logicamente, de deixar de pagar a prestação da casa ou do carro ou, ainda, as contas de água, luz, telefone e os impostos, já que, no primeiro caso, os custos no presente são revertidos para formar um patrimônio para o futuro e, no segundo, correspondem a itens básicos ou a obrigações cuja inadimplência pode comprometer seriamente a sua vida (ou a da sua família).

Há itens que constam como despesas fixas, contudo, que acabam passando despercebidos na hora de se "enxugar o orçamento" e podem ser substituídos por alternativas mais baratas e até gratuitas, desde que se faça uma reavaliação dos padrões de consumo. Veja quais são os mais comuns deles.

Lazer dentro e fora de casa
Na relação de gastos fixos, por exemplo, geralmente aparecem as mensalidades do clube ou da academia. Se ainda está em dúvida se quer eliminá-los do seu orçamento, pare para refletir se está usufruindo desses locais de lazer como deveria. Ou será que você é apenas um "turista", que aparece apenas uma vez por semana? Neste caso, não fará falta alguma cortar essa despesa, que não sai por menos de R$ 100 ao mês, e que, ao final de um ano, soma R$ 1.200.

Além disso, hoje é possível contar com inúmeros clubes, associações, parques e outros locais de lazer gratuitos, que oferecem inclusive opções de prática esportiva. Somente na cidade de São Paulo, segundo dados da secretaria municipal de esportes, são 40 clubes, distribuídos pelos bairros.

A redução das despesas que aparecem todo o mês não se limitam àquelas realizadas fora de casa. Assinaturas de jornais, de revistas ou da TV a cabo também devem ser reconsideradas. Mais uma vez, pense na relação custo-benefício. Com a correria diária, é provável, por exemplo, que você não disponha de tempo suficiente para desfrutar de todos esses meios de informação, que acabam se tornando inúteis. É provável até que as publicações fiquem em um canto, praticamente intactas, e a televisão, desligada a maior parte do dia.

Uma alternativa, neste caso, pode ser a manutenção da assinatura da internet, por meio da qual você terá acesso não só às publicações impressas como também a alguns destaques da programação televisiva. Você pode ainda recorrer, de vez em quando, ao aluguel de DVDs, para se atualizar com os lançamentos do cinema.

Vale ressaltar que, antes de pedir o cancelamento dos serviços, é importante verificar a data de vencimento do contrato, para não ter de gastos com multa de rescisão.

Mantendo a aparência e a saúde
Outros gastos que acabam se transformando em permanentes são aqueles para manter a aparência. Você pode reduzir as idas ao salão de beleza e passar a se cuidar em casa. Considerando que a pessoa arrume as unhas das mãos uma vez por semana e a dos pés, a cada 15 dias, a economia mensal pode variar de, em média, R$ 54 - com o primeiro serviço custando R$ 7 e o segundo, R$ 13 - a R$ 70 - caso os preços sejam de R$ 10 e R$ 15, respectivamente.

A mesma dica vale para os cuidados com os cabelos. Neste caso, em um primeiro momento, será preciso adquirir acessórios como secador e até uma prancha alisadora. O gasto inicial, no entanto, pode contribuir para diminuir a freqüência com que se procura um profissional para realizar um serviço que dura somente até a próxima lavagem.

Por fim, está um tipo de gasto que entra na conta de todo o fumante: a da compra dos cigarros. Supondo que consuma um maço por dia, ao custo médio de R$ 2,80, ao final de um mês, a pessoa estará pagando R$ 84 para manter o vício.

E o prejuízo, talvez, não pare por aí, caso seja necessário custear tratamento médico ou remédios por causa de alguma doença relacionada ao tabagismo. Esse é o tipo de despesa que, se eliminada, fará bem à saúde do seu corpo e do seu bolso.
 
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