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Retornos dos títulos norte-americanos e europeus devem aumentar em 2009

Por: Giulia Santos Camillo
10/07/08 - 15h04
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SÃO PAULO - Enquanto os mercados acionários globais são penalizados pela crise financeira dos EUA, o assunto mais discutido é o futuro das bolsas. Fugindo desse movimento, Christoph Balz, analista do Commerzbank, traça previsões para o mercado de títulos, cujos retornos devem aumentar acompanhando a recuperação da economia norte-americana.

Para o analista, as estimativas são bem distintas em se tratando de EUA e Europa. No primeiro, projeções apontam para crescimento dos retornos a partir de 2009. No segundo, esse avanço deve ser visto mais a curto prazo, sendo que deve apresentar declínio no final do ano que vem.

EUA
O cenário dos últimos meses, com alta volatilidade das bolsas norte-americanas e aumento do risco inflacionário global, foi responsável pela elevação da atratividade dos títulos do Tesouro, cujos retornos avançaram rapidamente desde março.

Contudo, as perspectivas para o final do ano apontam uma queda no retorno devido à correção dos juros futuros que precificam aperto da política monetária já neste ano e a estagnação da economia norte-americana, que, na visão de Balz, deve apresentar crescimento ínfimo durante o segundo semestre, com o fim dos efeitos positivos da restituição de impostos.

Já as previsões para 2009 voltam a melhorar, com estimativas de que o maior aperto na política monetária do Fed - elevação de 125 pontos-base até o verão de 2009 - e a recuperação da economia norte-americana estimulem aumento do retorno dos títulos do Tesouro.

Europa
A situação na zona do euro deve tomar o rumo inverso, segundo a análise de Balz. Para ele, a elevação de 25 pontos-base no juro básico da região no início deste mês, para 4,25% ao ano, deve favorecer maiores retornos por parte dos títulos, mas a precificação de outros aumentos nos juros futuros pode influenciar um declínio na curva de retorno.

Em 2009, depois de recuperar os altos retornos com a retomada do crescimento norte-americano, que também deve influenciar a economia da zona do euro, as estimativas do analista apontam para novas quedas nos yields dos títulos.

"O fim do ciclo de alta da taxa básica de juro do BCE (Banco Central Europeu) e o aumento das especulações acerca de novos cortes no juro na virada de 2009 deve levar a uma queda marginal nos retornos de securitizações de curto prazo", afirma Balz, indicando que para os títulos de dez anos, a situação deve ter comportamento contrário, elevando os yields.
 
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