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Internet: acesso das classes C e D altera o mundo digital

Por: Equipe InfoMoney
30/07/08 - 09h42
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SÃO PAULO - No primeiro trimestre de 2008, um total de 41,5 milhões de brasileiros acessaram a internet, de acordo com estudo do Ibope NetRatings. Esse foi o maior número registrado desde que a empresa iniciou a medição, em setembro de 2000.

O principal fator desse crescimento foi a penetração das classes C e D na rede, o que traduz as mudanças de configuração do mundo digital para atender essa crescente faixa de consumo.

Em sites relacionados a comunidades, como e-mails, blogs e álbum de fotos com livre acesso, cerca de 18,5 milhões navegaram em maio, segundo o levantamento. E, ainda, se forem incluídos fotologs, videologs e programas de mensagens instantâneas, há um acréscimo de 20,6 milhões de internautas no mês referido.

Consumo de PC
"Se esse mercado virtual obedecer as tradicionais leis da oferta e procura, a tendência é que o seu crescimento seja proporcional ao da faixa de consumo", informa Stephânia Sincatti, gerente de marketing do provedor Orolix.

Seguindo esse sentido, os dados atuais são promissores: 2,8 milhões de brasileiros adquiriram computador só no primeiro trimestre de 2008, segundo consultoria IDC. Ou seja, a cada três segundos, um PC foi vendido.

Atraindo o cliente
A gerente ainda acrescenta que, "se forem incluídos nesses números os usuários não identificados, que utilizam lanhouse, o principal local de acesso à internet no Brasil, observa-se um público heterogêneo transitando no meio on-line".

Uma das principais conseqüências desse fenômeno é a transformação da rede em um meio de comunicação. É a abertura para as empresas que desejam oferecer benefícios em troca do fortalecimento de sua marca.

Enquanto correios eletrônicos, ringtones, wall papers, entre outros recursos para computadores e celulares, trabalharem a favor do relacionamento com os clientes, essas ferramentas de marketing continuarão atuando de encontro a democratização.

"Afinal, nessa disputa pela atenção do consumidor, mesmo que seja pelo desejo de a marca ser lembrada, ele torna-se visível e sai, pelo menos virtualmente, da margem da sociedade", explica Stephânia Sincatti.
 
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