SÃO PAULO - De acordo com os dados do estudo "The Female Web", conduzida pelo The Future Laboratory e divulgada no Brasil pela Voltage, o crescimento da participação feminina no mundo virtual (hoje, mais da metade dos usuários da web são mulheres) mostra uma tendência de que a internet terá um
conteúdo predominantemente feminino no futuro.
Essa tendência de as
mulheres dominarem a web não altera apenas o cenário on-line, mas também a maneira como são comercializados produtos e serviços na
internet.
Isso porque, segundo o diretor-geral da Voltage, Paulo Al Assal, "as mulheres dão muito valor para os sites que recomendam e permitem que as outras consumidoras recomendem para ela, como uma curadoria".
Detalhes sutis
Atualmente, as mulheres são responsáveis por 63% das compras on-line realizadas nos Estados Unidos. Além disso, elas são consumidoras que realizam as aquisições por meio de sites de relacionamento, como Osoyou, MyStyle e MyFaveShop.
Apesar dos números locais, diz o diretor, essa é uma tendência mundial. Na prática, as mulheres gostam de comprar e de se socializar, atributos que se encontram e se complementam no universo virtual.
Dessa forma, Paulo Al Assal afirma que "as marcas precisam se comunicar de forma diferente, pensar na cor dos seus sites, na linguagem, na forma de interação, informação, ou seja, nos detalhes".
Elas vieram para ficar
Para se ter uma ideia do aumento da participação das mulheres na web, em julho de 2008, foram registradas 84 milhões de visitas em sites com conteúdo feminino, o que representa um aumento de 27% frente ao mesmo mês de 2007.
O portal da AOL, por exemplo, registrou em junho do ano passado 16,1 milhões de visitas no AOL Living (site dedicado às mulheres), contra 3,3 milhões de visitas no AOL Asylum (dedicado aos homens).