Ativo

Guia InfoMoney
Imprimir

Fonte

Mais Lidas

Avaliadas

Classe média baixa é que deve impulsionar economia em 2009

Por: Flávia Furlan Nunes
30/04/09 - 12h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Neste ano, marcado pela crise, a classe média baixa é que deve puxar a economia.

"Quando analisadas as classes sociais, a maior participação no potencial de consumo está nas mãos (ou no bolso) da classe B2, representada por domicílios com renda média mensal de R$ 2,3 mil. Em termos de crescimento, as classes C1 e C2, respectivamente com renda média de R$ 1,4 mil e R$ 950, foram as que apresentaram maior crescimento entre 2008 e 2009", afirmou o diretor da Target Marketing, Marcos Pazzini.

De acordo com ele, a classe C, por si só, será responsável por mais de 30% do consumo nacional neste ano.

Classe média baixa sustenta
Para o economista Guilherme Costa, que é professor do curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco, a classe média baixa emergente é que está mantendo o nível das atividades econômicas de uma certa forma sustentável, evitando uma recessão como nos países do hemisfério Norte, que preveem um crescimento negativo de seus PIBs (Produto Interno Bruto) em relação a 2008.

"Cerca de 27 milhões de indivíduos saíram das classes econômicas D e E para a classe C, que são famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 4,5 mil, e que, portanto, engordaram a classe média, com direito a cartão de crédito para compras, a poder adquirir seu primeiro carro zero quilômetro, a adquirir seu computador e diversos aparelhos eletroeletrônicos, como DVDs, celular, além de linha branca".

O professor ressalta ainda a importância dessa classe média: "o eixo dinâmico de nossa economia, em 2009, nesses tempos de turbulência econômica, vem a ser os produtos da classe média brasileira, que não dependem do mercado externo para produzir nem de capitais externos", afirmou, colocando nesta lista de produtos os alimentos, vestuário, higiene pessoal e cosméticos.

De acordo com Costa, está previsto para janeiro de 2010 um salário mínimo de R$ 506, já anunciado pelo governo, e isso terá um impacto grande no consumo das famílias, que irão às compras de bens e serviços.

Classes altas
Em relação às classes mais altas, o que se observa, de acordo com o diretor da Target Marketing, é que houve perda do potencial de consumo. Em 2008, essas classes, somadas, representavam 66,7% do consumo nacional e, em 2009, serão responsáveis por 63,8%. Esses 2,9 pontos percentuais de perda representam menos R$ 51,2 bilhões no bolso dos consumidores dessas classes.

"Em relação à classe A1, ela é responsável por 4,1% do consumo brasileiro, mas em termos de população, ela concentra apenas 0,6% dos domicílios. Com relação ao cenário econômico atual, ela foi prejudicada, pois em 2008 ela foi responsável por 4,6% do consumo e continha 0,7% dos domicílios".
 
Imprimir
 
Enviar por e-mail

Avaliar
 
Comentar a Notícia
 
Comentar no Fórum

 Leia Mais
09/02 12h59
Empresários da construção civil estão otimistas para 2010, diz CNI
09/02 12h45
Realidade do Judiciário difere da modernidade da nova Lei do Inquilinato, diz advogado
09/02 12h08
Em janeiro, famílias de renda intermediária foram as mais afetadas pela alta nos preços
09/02 12h04
Intenção de compra do paulistano cresce e é a maior desde 1999
09/02 11h48
Custo de vida em SP atinge em janeiro maior taxa desde 2003
09/02 11h36
Honda convoca proprietários do Fit para recall
09/02 11h29
Brasileiros confiam mais nas instituições financeiras do que os argentinos
09/02 11h00
Motos: vendas para concessionárias sobem 21,8% em janeiro
09/02 10h54
Aumenta a confiança do brasileiro em relação à estabilidade no emprego
09/02 10h26
Foliões gastam média diária de R$ 72 no Carnaval de Salvador
09/02 10h08
Com juros, preço de passagem aérea pode mais do que dobrar, diz professor
09/02 09h59
Concessionárias terão de explicar demora para restabelecer energia em SP
09/02 09h43
Valor da folha de pagamento da indústria cai 2,8% em 2009, segundo IBGE
09/02 09h16
Valor médio das dívidas com cheques sem fundo sobe 41,3% em janeiro
09/02 09h10
Inadimplência do consumidor registra queda recorde em janeiro
Home InfoMoney Suas Finanças Negócios Comunidade Ajuda Termos e Condições de Acesso