SÃO PAULO - Graças ao aumento da eficiência, à redução do consumo de energia elétrica e dos gastos com resfriamento e da cobrança do mercado, as empresas estão implementando cada vez mais estratégias de
Tecnologia da Informação verde.
É o que revela estudo da Symantec, anunciado na quinta-feira (13), cujos dados denunciam uma mudança significativa no que diz respeito às tecnologias verdes. Nada menos que 90% dos entrevistados disseram estar ao menos discutindo uma estratégia de TI verde, enquanto 45% disseram já ter implementado tais iniciativas.
Na América Latina, 29% dos entrevistados confirmam a implementação de estratégias de TI verde. No Brasil, 73% das empresas afirmam possuir um plano para implementação de iniciativas "verdes".
Além disso, 83% dos participantes da pesquisa já são responsáveis ou pelo menos são parcialmente cobrados pela energia elétrica consumida no data center - sendo exigido que utilizem novas formas de contabilidade, a fim de otimizar o consumo final desses recursos. Para 94% dos entrevistados no Brasil, a eficiência energética das soluções será cada vez mais levada em conta na escolha de fornecedores.
A responsabilidade social em voga
A preocupação com o TI verde ficou evidente com um dos dados da pesquisa: 73% dos participantes esperam um aumento nos orçamentos para TI verde ao longo dos próximos 12 meses. No Brasil, esse percentual é ainda maior, de 78%.
Os gastos previstos com as contas de consumo elétrico do data centers ficou entre US$ 21 milhões e US$ 27 milhões. No entanto, ao mesmo tempo, concluiu-se que o segmento de TI está disposto a pagar mais por produtos eficientes no consumo de energia.
Dois terços dos participantes disseram estar dispostos a pagar ao menos 10% a mais, enquanto 41% estariam dispostos a pagar pelo menos 20% a mais. Já 89% classificaram a eficiência dos produtos de TI como um aspecto importante na hora da compra.
"Ao longo dos últimos 12 meses, o segmento de TI surgiu como uma nova força para a implementação de iniciativas verdes - não apenas pelos benefícios gerados pela economia de energia, mas também pelo desejo cada vez maior das empresas de ter práticas ambientalmente responsáveis", declarou o vice-presidente de Soluções Globais da Symantec Corporation, Jose Iglesias.
"O pêndulo vai para os dois lados e o segmento de TI agora está utilizando uma estratégia equilibrada e muito mais integrada à estratégia 'verde' das organizações, o que pode ser comprovado pela quase totalidade dos entrevistados que afirmam já serem responsáveis pelos gastos de energia nos data centers".
O esforço das empresas
O TI verde é uma tendência no mundo corporativo: 83% dos departamentos de TI relataram que já são considerados responsáveis ou parcialmente cobrados pelo consumo de eletricidade, uma grande motivação para a redução dos custos dos departamento de TI com eletricidade.
A pesquisa também mostrou que 89% consideram que o segmento de TI deve exercer um papel muito ou extremamente significativo nos esforços "verdes" e 94% possuem um profissional designado a cuidar de práticas ambientais, sendo que mais de um quinto mantém o foco exclusivo nas iniciativas de TI. O Brasil é um grande exemplo disso, com 84% das empresas afirmando que já têm um executivo designado para cuidar de iniciativas "verdes", sendo 22% desses profissionais da área de TI.
Iniciativas
Confira quais são as principais iniciativas verdes adotadas:
- Substituição de equipamentos antigos: 95% das empresas;
- Monitoramento do consumo de energia: 94%;
- Virtualização de suas estratégias verdes: 94%;
- Consolidação de servidores: 93%;
- Implementação do SaaS (Software as Service): 57%.
Os entrevistados do México e do Brasil sinalizaram que:
- O papel da área de TI é muito importante para ajudar as empresas no controle de emissões nocivas (52%);
- Estão criando um plano de TI verde (39%);
- Pagariam pelo menos 10% a mais por produtos energeticamente eficientes (3 a cada 10);
- Cada PC que permanece ligado por toda a noite representa para a empresa um gasto médio de US$ 100 a US$ 249 por ano.
A pesquisa foi realizada em março deste ano e contou com a participação de 1.052 executivos da área de TI de 15 países: Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Inglaterra, Brasil, México, Austrália, Índia, Japão, Singapura, Malásia, Coreia do Sul, Nova Zelândia e China.