SÃO PAULO - O acesso à internet banda larga por meio da rede elétrica
foi aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta semana e, com a futura implantação do sistema PLC (Power Line Communications) no País, a expectativa é a de que o número de webshoppers - consumidores de lojas on-line - aumente e, com ele, as vendas.
"A quantidade dos consumidores do comércio eletrônico de um País é proporcional ao número de usuários de banda larga", explica o diretor-executivo da Câmara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) e representante da Câmara no MIS (Movimento Internet Segura), Gerson Rolim. Segundo ele, o comércio eletrônico vê com bons olhos a vinda do novo sistema. "É uma tecnologia consolidada, que já existe há mais de 10 anos", afirmou.
Segundo Rolim, o setor já esperava medidas que estimulassem a oferta de banda larga no País e com o PLC não só o comércio eletrônico se beneficiará, mas também o usuário, já que a Câmara-e.net espera uma redução dos custos do serviço de banda larga.
Ele afirma, também, que não haverá aumento de custos de energia para o consumidor. "O que haverá é um aumento da oferta por serviços de banda larga e o que se espera é justamente uma redução dos custos destes serviços", ressalta Rolim. "Estávamos ansiosos para que o PLC fosse liberado e estamos na expectativa, aguardando quais serão os grupos privados que implantarão o sistema".
Baixa renda pode se beneficiar
Rolim explica que, além de aumentar o número de
consumidores on-line, o novo sistema também atuará como agente importante no acesso de consumidores de baixa renda à internet. Ele afirma que, com o PLC, pequenos e médios varejistas poderão ter à disposição ferramentas que as grandes empresas utilizam para manter uma página na internet.
"Mesmo o consumidor que não tem o costume de comprar pela internet, comprará na página do comércio do bairro, por exemplo", afirma. "Nesse aspecto a gente ganha", comemora. Ele ressalta que a participação de pequenos e médios empresários na rede vem crescendo e com o PLC essa participação poderá aumentar.
"O pequeno varejista vai ter os mesmos meios de pagamento e ferramentas de segurança que os grandes varejistas já têm", acredita Rolim. Ele explica que os pequenos empresários, na hora de montar um sistema de vendas on-line, são auxiliados por grandes empresas, no que ele chama de "ecossistema do comércio eletrônico" e, com isso, a qualidade dos serviços oferecidos e a segurança dos meios de pagamento serão semelhantes.
Segurança, nada muda
Para o diretor-executivo da Câmara-e.net, com o acesso à banda larga por meio da rede elétrica os cuidados com a segurança não vão mudar. "Hoje estamos mais seguros que ontem e amanhã estaremos mais seguros que hoje. A segurança é uma questão dinâmica, um processo evolutivo".