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Fundos curto prazo atingem sua maior participação de mercado em 2010

Por: Thiago C. S. Salomão
29/07/10 - 21h34
InfoMoney


SÃO PAULO - Com uma forte captação acumulada em julho, os fundos de curto prazo viram seu patrimônio líquido total crescer 6,55% até o dia 26 deste mês, sendo a maior expansão patrimonial dentre as categorias listadas pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Durante o período, o PL desses fundos foi de R$ 56,657 bilhões para R$ 60,368 bilhões.

Com essa alta, a participação das aplicações focadas no curto prazo dentro da indústria brasileira de fundos subiu para 3,93%. Embora ainda mostre-se bem modesto em comparação aos principais líderes de mercado, tais como os fundos de renda fixa (27,75%) e multimercados (23,33%), esse patamar é o mais alto alcançado pela categoria em 2010.

Evolução da Participação - 
Fundos de Curto Prazo
 
dez/09 3,38%
jan/10 3,66%
fev/10 3,72%
mar/10 3,62%
abr/10 3,80%
mai/10 3,80%
jun/10 3,76%
26/jul/10 3,93%
Fonte: Anbima

Esse percentual ganha ainda mais importância se analisarmos a participação desses fundos ao final de cada ano durante toda a sua série histórica, iniciada em 1998. De lá pra cá, a maior participação da categoria curto prazo vista no fechamento de um ano foi em 2004, quando o "market share" estava em 3,66%. Para se ter uma ideia, essa mesma fatia foi o segundo pior patamar visto pela categoria nos sete meses deste ano, mostra a Anbima.

Captação e rentabilidade favorecem
Grande parte desse crescimento no patrimônio está ligada à captação acumulada por esses fundos. Nos 26 dias de julho, R$ 3,294 bilhões ingressaram nas aplicações em curto prazo, sendo o maior volume captado dentre todas as categorias existentes na classificação da Anbima.

O resultado acumulado também é o segundo melhor dos fundos de curto prazo em 2010, ficando atrás apenas das captações de R$ 4,631 bilhões vistas em janeiro. No acumulado do ano, eles já conseguiram atrair R$ 9,709 bilhões, segundo os dados da associação, ficando atrás apenas da categoria renda fixa (R$ 29,5 bilhões). 

Com um impacto mais modesto, a rentabilidade desses fundos também auxilia na expansão do patrimônio líquido. De acordo com a Anbima, a performance ponderada pela participação de cada subcategoria dos fundos de curto prazo gira em torno de 0,7% em julho. Já em 2010, o resultado é positivo em 5%.

 
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