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Após correção, Bradesco eleva recomendação de BR Foods para market perform

Por: Equipe InfoMoney
30/07/10 - 21h49
InfoMoney


SÃO PAULO - A Bradesco Corretora elevou sua recomendação para a BR Foods (BRFS3) para market perform - expectativa de retorno dentro de uma banda de 10% para cima ou para baixo do desempenho do Ibovespa - em vista da recente correção nas ações da empresa. 

"Vemos muito menos risco de queda para as ações neste ponto, especialmente ao considerar nossa expectativa de um resultado do segundo trimestre favorável, confirmando nossa projeção de melhoras nas margens", escreveram Ricardo Boiati e Vítor Pini, analistas da corretora, que calculam um preço-alvo de R$ 28,10 para as ações da empresa - um upside de 13,72% sobre o fechamento desta sexta-feira (30). 

Correção
Boiati e Pini afirmam que a queda das ações da companhia ficou em linha com as suas expectativas sobre o impacto negativo das possíveis restrições das autoridades antitruste sobre a empresa.

Vale lembrar que em junho deste ano, a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda) recomendou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a aprovação da operação de fusão entre as Sadia e a Perdigão, mas "com restrições que englobem aspectos estruturais e comportamentais". Os analistas da corretora esperam a decisão final em pelo menos 90 dias - não descartando a possibilidade de que a decisão só seja dada em 2011. 

Resultado e competição
Em relação ao resultado do segundo trimestre, a equipe da Bradesco se mostrou bastante otimista, prevendo um aumento de 323 pontos- base na margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa).

"A Brasil Foods está se beneficiando gradualmente da melhora nos preços de carne e da estrutura de custos, com menores preços de materiais brutos", explicam Ricardo Boiati e Vítor Pini, que também projetam um aumento modesto de 4% na receita líquida na base de comparação anual. 

Além disso, os analistas também destacam que, apesar de bem posicionada, a empresa pode sofrer com a competição no setor, que vem crescendo. "Mesmo que a companhia tenha a 'marca premium' na maioria das categorias de alimentos processados, os competidores estão cada vez mais se focando nesse mercado", escrevem. 

 
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