Ativo

Guia InfoMoney
Imprimir

Fonte

Mais Lidas

Avaliadas

Orçamento: como construir uma reserva de emergência

Por: Equipe InfoMoney
11/07/07 - 18h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Por mais que você se planeje, é impossível prever os chamados gastos extraordinários. As situações que podem levar a este tipo de situação são muitas e envolvem desde a perda de emprego, deixando você por alguns meses sem receita tendo que viver das reservas acumuladas; problemas de saúde, ou até mesmo a oportunidade de fazer uma viagem de estudo incrível, o que exige recursos dos quais não dispõe.

Ao contrário dos gastos com consumo, que podem ser facilmente adiados até que você tenha condições financeiras para arcar com eles, os gastos emergenciais não podem esperar e, muitas vezes, acabam complicando a situação financeira de uma pessoa.

Entre três a seis meses de despesas
Não importa a situação, a verdade é que para fazer frente a este tipo de problema é preciso se planejar, construindo um fundo de reserva. Caso contrário, sua única alternativa pode ser vender um bem, ou recorrer a um financiamento, o que certamente são opções menos atrativas.

A pergunta que surge é: quanto exatamente separar para este tipo de emergência? Não existe uma regra precisa, afinal, a resposta a esta pergunta está diretamente relacionada ao padrão de vida que você possui. Em geral, o que se recomenda é ter um fundo equivalente à pelo menos três meses de despesas correntes. Assim, se seus gastos mensais correntes são de cerca de R$ 700, o fundo deve ter pelo menos R$ 2,1 mil.

Assumindo que a emergência tenha sido causada pela perda de emprego, é preciso analisar como anda o mercado de trabalho na área em que você atua, de forma que possa estimar o tempo necessário para se recolocar. Como o tempo médio para encontrar um emprego pode superar os seis meses, ao montar seu fundo de reserva vale a pena ser bastante conservador. Assim, deixar separado o equivalente a seis meses de despesas pode ser o ideal, o que no exemplo acima equivale a algo como R$ 4,2 mil.

Estabeleça metas realistas
É bom lembrar que este dinheiro não deve ser visto como perdido, uma vez que ele deve ser aplicado, para que você não use no pagamento das despesas correntes. Montar um fundo de reserva exige tempo, perseverança e, mais do que tudo, objetivos claros e realistas. Assim como em uma dieta, não adianta você estabelecer regras muito rígidas, porque certamente irá desanimar.

A primeira coisa a fazer é montar uma planilha detalhada com seus gastos mensais. Com base nela você poderá estimar o quanto sobra no final do mês. É claro que a maioria das pessoas vai dizer que não sobra nada. Mas isto, em geral, reflete o fato de que as pessoas tendem a consumir itens desnecessários, preferindo o prazer imediato de ter um bem de consumo, do que o prazer futuro de poder arcar com gastos extraordinários.

Reveja seu orçamento e estabeleça como meta poupar pelo menos 5% do que ganha todos os meses. Caso isto não seja possível, estabeleça alguns cortes. Não é difícil achar "gordura" no orçamento que compense os 5% que pretende poupar. À medida que se sentir confortável com o seu novo orçamento você pode aumentar este percentual para 10% ou mais.

Evite as tentações
Para evitar tentações, imagine que você passou a ganhar menos ou que o seu salário líquido é menor do que o que efetivamente tem. Estabeleça alguma forma de investir diretamente do seu salário, por exemplo, estabelecendo um sistema de depósitos mensais em seu fundo de investimento, ou na poupança.

Se você estava planejando algum gasto significativo para este ano, talvez valha a pena adiar este sonho de consumo e usar o dinheiro para começar seu fundo de reserva. Por exemplo, se você estava pensando em trocar de celular, comprar um novo laptop, um aparelho de som, ou coisa do gênero, use o dinheiro para começar seu fundo de reserva.

Finalmente, não se esqueça de aplicar este dinheiro em alguma opção que exija de você algum esforço, nem que seja um telefonema para o banco, para ser sacada. Desta forma, você consegue evitar saques precipitados, motivados por um impulso consumista de momento. Montar um fundo de reserva exige uma revisão da forma com que você gasta o dinheiro, mas o esforço certamente vale a pena.
 
Imprimir
 
Enviar por e-mail

Avaliar
 
Comentar a Notícia
 
Comentar no Fórum

 Leia Mais
09/02 16h03
Inflação da caipirinha: preço da bebida sobe quase 52% nos últimos 12 meses
09/02 15h53
Departamento Pessoal: saiba mais sobre essa área
09/02 15h36
IR 2010: regras para a nova temporada de declaração saem na quarta-feira
09/02 15h33
Especial Ibovespa: Itaúsa é boa opção quando foco é investir em Itaú-Unibanco
09/02 15h32
Gastos mundiais com TI devem se recuperar da crise apenas em 2011
09/02 15h20
Mercado de viagens corporativas movimentou R$ 32 bilhões em 2009
09/02 15h16
PL obriga distribuidoras de energia elétrica a informar quando haverá corte de luz
09/02 14h52
Aposentados que voltarem a trabalhar podem ficar isentos de contribuição
09/02 14h19
Pesquisa mostra que 77% das mulheres decidem pelo menos metade das compras
09/02 13h52
Mercado de trabalho começa 2010 com mais vagas do que candidatos
09/02 13h26
Abastecimento de água em SP será normalizado a partir desta terça, diz Sabesp
09/02 13h16
Pesquisa: 86,8% dos consumidores pretendem comprar pela internet
09/02 12h59
Empresários da construção civil estão otimistas para 2010, diz CNI
09/02 12h45
Realidade do Judiciário difere da modernidade da nova Lei do Inquilinato, diz advogado
09/02 12h08
Em janeiro, famílias de renda intermediária foram as mais afetadas pela alta nos preços
Home InfoMoney Suas Finanças Negócios Comunidade Ajuda Termos e Condições de Acesso