Ativo

Guia InfoMoney
Imprimir

Fonte

Mais Lidas

Avaliadas

Enfrentando uma crise financeira? Veja o que não fazer nessa situação!

Por: Equipe InfoMoney
28/08/07 - 15h31
InfoMoney

SÃO PAULO - Por mais incrível que isso pareça, muitas vezes, quando se enfrenta uma crise financeira, é melhor não fazer nada do que tomar uma atitude impensada, que possa prejudicar ainda mais sua situação.

É bem verdade que a perspectiva de assistir passivamente à evolução do seu saldo devedor lhe pareça impossível, mas é preciso cautela na hora de agir. Para ajudá-lo a não cometer erros nesta fase delicada de sua vida, listamos abaixo algumas das decisões que você deve evitar quando estiver enfrentando uma crise financeira.

Não empreste mais dinheiro!
Por mais óbvio que esta recomendação pareça, na prática ela acaba sendo esquecida pela grande maioria dos devedores. Pressionado e angustiado com a situação, tudo o que devedor quer é um pouco mais de tempo para conseguir contornar a situação, e daí a emprestar mais dinheiro é um pulo!

A perspectiva de usar o valor do novo empréstimo para pagar o antigo é tentadora. Mas, na prática, ela é desastrosa, pois o que acontece é que você até paga a outra dívida, mas não tem recursos para arcar com o pagamento do novo compromisso. Frente a isso, atrasa outros pagamentos, o que faz com que o seu perfil de risco piore.

Em outras palavras, a instituição financeira da qual emprestou o dinheiro passa a lhe ver com outros olhos, pois o risco de que você venha a ficar inadimplente aumenta. Para fazer frente a esse aumento de risco, a instituição cobra mais caro pelo dinheiro emprestado, ou seja, eleva os juros, o que agrava ainda mais sua situação.

Nesta hora, por maior que seja a tentação de emprestar mais dinheiro, não o faça. Ao contrário, elabore um plano de pagamento das dívidas que possui. O planejamento é importante, porque, se depois de pagar as prestações, não lhe sobra um centavo, certamente você vai emprestar mais dinheiro.

Não se apegue aos bens e estilo de vida
A maior dificuldade de quem enfrenta uma crise financeira é se conscientizar de que a sua vida precisa mudar drasticamente, se quiser sair dessa situação.

Dependendo do grau de endividamento em que você se encontra, não existe outra forma senão cortar os gastos.

Comece pelos gastos pessoais, o que inclui desde as despesas com alimentação até vestuário. Não se atenha a um estilo de vida que não consegue manter. As pessoas que lhe conhecem gostam de você pelo que é, e não pelo que possui. Por outro lado, se isso não for verdade, a perda não será tão grande.

Se o simples corte de despesas não for suficiente, está na hora de considerar a venda de parte do seu patrimônio. E aqui vale tudo, até mesmo a troca do imóvel que possui por um menor. Pense que, assim que você sair dessa, poderá começar tudo de novo, e é só disso que precisa: uma segunda chance.

Não fuja dos credores
A maioria das pessoas tem a imagem de que todos os credores são carrascos, que buscam a sua destruição financeira. Pode até ser que alguns sejam mesmo, porém muitos preferem receber alguma coisa, mesmo que menos do que o inicialmente previsto, do que nada.

Na próxima vez que algum credor ligar, ao invés de dizer que não está, atenda ao telefone e explique a sua situação. Diga que não tem como arcar com o pagamento, mas que quer fazê-lo, e se existe alguma possibilidade do mesmo ser facilitado. Você pode não acreditar, mas cada vez mais os credores entendem que é melhor aceitar o pagamento em parcelas, do que perder um cliente para sempre e não receber nada, ou ter que esperar anos até receber algo.

Porém, se o seu credor efetivamente for um carrasco e cometer algum tipo de abuso, você pode sempre procurar a ajuda de um advogado, e pedir que seus direitos sejam respeitados com base no previsto no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. O artigo prevê que, na cobrança, o consumidor "não será exposto ao ridículo, nem submetido a qualquer constrangimento ou ameaça".

Não pague tudo de uma vez
Procure entrar em contato com todos os seus credores, e exponha a situação em que se encontra. A todos eles peça uma revisão dos termos previstos no pagamento da dívida, e aguarde para ver o que eles lhe oferecem.

Mesmo que você tenha o suficiente para pagar integralmente um dos seus credores, esse não é necessariamente o melhor procedimento. Antes de tomar essa decisão, você deve fazer as contas do quanto a quitação integral dessa dívida lhe traz em termos de redução de gastos mensais.

Como, em geral, as dívidas têm prazos de quitação distintos, e os juros cobrados variam, é preciso analisar com cuidado a melhor forma de usar essa reserva que você possui, para reduzir o seu saldo devedor total. Calcule quanto o seu gasto mensal baixaria se quitasse parcialmente cada um de suas dívidas. Com base nisso, decida a melhor forma de usar essa reserva financeira.

É bem verdade que pagar integralmente um dos credores parece tentador, pois ao menos você resolve um problema. Mas, nesse tipo de situação, você deve pensar no objetivo final, que é sair do vermelho o mais rápido possível. Pode ser que o melhor no seu caso seja reduzir o tamanho dos obstáculos, ao invés do número. Ou seja, você mantém o número de credores, mas deve menos para cada um deles.

Não deixe de pagar financiamento de casa
Na dúvida, dê preferência ao pagamento dos financiamentos associados a bens, como casa e carro. Por mais que isso pareça estranho, visto que os juros cobrados nesses financiamentos são mais baixos, existe uma razão para isso.

O credor pode, dependendo de como foi feito o financiamento, retomar o bem. E é essa facilidade de execução que dá mais garantia ao credor, e permite que os juros sejam menores. Quando isso acontece, todo o dinheiro já pago pode acabar sendo perdido, além do bem em si. Portanto, na hora de priorizar os pagamentos, leve isso em consideração!

É importante ressaltar que a intenção aqui não é incentivar a inadimplência, mas simplesmente evidenciar que, ao decidir que dívida pagar antes, o devedor não deve levar em consideração apenas os juros cobrados, mas também a natureza da dívida. Perder o carro, por exemplo, pode comprometer a situação da pessoa ainda mais, sobretudo se ela depende do veículo para seu sustento.

Não se desespere!
Por mais que a situação pareça difícil e você não consiga ver uma saída, esteja certo de que ela existe. O grande problema é que, em geral, as opções disponíveis exigem um esforço pessoal que você talvez não esteja preparado para fazer.

Realmente, é difícil acreditar que existe alguma saída quando você está sendo pressionado pelos credores, e não consegue em nenhum momento parar de pensar no dinheiro que gostaria de ter, mas não possui. Muitas pessoas tendem a pensar que estão sozinhas e que ninguém entende pelo que estão passando.

Isso não é verdade, muitas pessoas, mesmo as que planejam com cuidado, podem, em determinados momentos de sua vida, enfrentar uma crise financeira. Se você realmente está se esforçando e fazendo todo o possível para sair do atoleiro das dívidas, não há motivo para pânico: pode demorar um pouco, mas você irá superar essa crise.
 
Imprimir
 
Enviar por e-mail

Avaliar
 
Comentar a Notícia
 
Comentar no Fórum

 Leia Mais
09/02 11h48
Custo de vida em SP acelera em janeiro e atinge maior taxa desde 2003
09/02 11h36
Honda convoca proprietários do Fit para recall
09/02 11h29
Brasileiros confiam mais nas instituições financeiras do que os argentinos
09/02 11h00
Motos: vendas para concessionárias sobem 21,8% em janeiro
09/02 10h54
Aumenta a confiança do brasileiro em relação à estabilidade no emprego
09/02 10h26
Foliões gastam média diária de R$ 72 no Carnaval de Salvador
09/02 10h08
Com juros, preço de passagem aérea pode mais do que dobrar, diz professor
09/02 09h59
Concessionárias terão de explicar demora para restabelecer energia em SP
09/02 09h43
Valor da folha de pagamento da indústria cai 2,8% em 2009, segundo IBGE
09/02 09h16
Valor médio das dívidas com cheques sem fundo sobe 41,3% em janeiro
09/02 09h10
Inadimplência do consumidor registra queda recorde em janeiro
09/02 09h03
RJ e DF completam um ano de portabilidade numérica com 527 mil migrações
09/02 08h55
Mulher no trabalho: veja como usar salto alto sem prejudicar a saúde
09/02 08h54
IPC-S Capitais: índice acelera em cinco capitais; Recife e Rio foram as exceções
09/02 08h29
Reajuste nas passagens de trem e metrô em SP começa a valer nesta terça
Home InfoMoney Suas Finanças Negócios Comunidade Ajuda Termos e Condições de Acesso