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Securitização de recebíveis: entenda melhor o conceito e seu funcionamento

Por: Fernanda Senra
24/01/07 - 16h45
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SÃO PAULO - Nos últimos anos, o uso da securitização, importante fonte de captação de recursos para o setor privado, tem crescido em um ritmo acelerado nos principais mercados globais. Este movimento deve continuar e, no Brasil, as condições econômicas têm contribuído para que, cada vez mais, estes instrumentos ganhem popularidade entre as empresas e os investidores.

Dentro deste contexto, conversas sobre o assunto têm se tornado cada vez mais comuns, mas nem todos têm perfeito conhecimento do que, exatamente, se trata quando se fala em securitização.

Na verdade, este quadro não reflete apenas a "pouca idade" deste tipo de produto, mas também a sua complexidade, que varia dependendo de questões específicas da estruturação da operação, aspectos legais e do tipo de ativo que está sendo securitizado.

O que é securitização?
Sendo assim, vale a pena entender o conceito de securitização. De acordo com a Moody's, securitização nada mais é do que um processo através do qual uma variedade de ativos financeiros ou não-financeiros, os ativos base, é "empacotada" na forma de títulos que podem ser vendidos aos investidores.

Assim, qualquer fluxo de caixa, seja atual ou futuro, que é gerado por ativos, pode ser securitizado e, à medida que o mercado de securitização tem crescido e ficando cada vez mais sofisticado, a variedade de ativos securitizados tem aumentado.

Entre estes, os tipos mais comuns incluem empréstimos hipotecários, financiamento de automóveis, recebíveis de cartões de crédito e empréstimos educacionais. Entre os tipos menos usuais estão, por exemplo, empréstimos para franqueados e financiamento para taxistas.

Três lados
Cada operação de securitização conta, normalmente, com três partes. Uma delas é o originador, ou seja, aquele que gera o ativo que pode ser um empréstimo, um leasing, recebível ou qualquer outra forma de fluxo de pagamento.

Além dele, existem os intermediários, cuja atribuição é estruturar a operação de securitização e viabilizar a distribuição aos investidores, que são os últimos participantes da negociação.

Quando tudo começou
Atrativo para as empresas, o mercado de securitização teve início no começo dos anos setenta, quando empréstimos hipotecários reunidos na forma de pool e garantidos pelo Governo foram vendidos.

Um pouco mais tarde, em 1985, o mercado de securitização de longo prazo foi estabelecido nos Estados Unidos e, desde então, cresceu substancialmente, tendência que deve permanecer nos próximos anos.

Além disso, como uma alternativa para os investidores que preferem se proteger de créditos de qualidade deteriorada, o mercado de securitização de curto prazo, chamado Asset Backed Commercial Paper também experimentou uma impressionante trajetória de crescimento.
 
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