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Crédito: uso consciente evita descontrole

Por: Patricia Alves
10/09/07 - 14h10
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SÃO PAULO - Pesquisa da Telecheque, divulgada nesta segunda-feira (10), mostra que 55% dos consumidores com restrições nos cadastros de proteção de crédito entre julho e agosto deste ano estão nesta situação por causa do descontrole financeiro.

Segundo a entidade, a oferta maciça do crédito nos últimos anos é uma das principais causas da inadimplência.

Diante deste cenário, como usar o crédito de forma consciente, com planejamento, e sem perder o controle?

Crédito consciente
A facilidade do crédito não é ruim e não se pode, sempre, tratar o crédito como sinônimo de inadimplência. No entanto, usar o crédito de forma consciente significa planejar o uso do dinheiro, avaliando a real necessidade do consumo e analisando as condições de contratação do crédito.

De acordo com o Instituto Akatu, essas ofertas de crédito só devem ser realizadas para viabilizar negócios de oportunidade, como a compra de um item essencial, por exemplo, ou para resolver imprevistos financeiros.

No entanto, para evitar o descontrole, o ideal é não comprometer mais do que 10% da renda com o crédito. Por exemplo: uma pessoa que ganha R$ 1.000,00 não deve tomar empréstimos cujas parcelas sejam maiores do que R$ 100.

Além disso, vale lembrar que, quando se fala em crédito, é importante incluir nesta situação, também, o limite do cheque especial e o cartão de crédito. Assim, nunca considere como renda esses limites oferecidos pelos bancos. "Não corra o risco de confundir dinheiro disponível (dinheiro que é seu) com dinheiro que estão querendo lhe alugar", ensina o Instituto Akatu, em cartilha sobre o Uso Consciente do Dinheiro e do Crédito.

Antes de contratar
Para não ser lesado e transformar o que parecia uma solução em um grande problema, o Procon-SP dá algumas dicas que devem ser tomadas antes de contratar um empréstimo:
  • Pesquise! Existem hoje no mercado muitas empresas concedendo linhas de crédito pessoal;

  • Desconfie daquelas que oferecem muitas facilidades;

  • Informe-se no Banco Central se a empresa tem autorização para realizar tais empréstimos;

  • Verifique no cadastro de reclamações fundamentadas da Fundação Procon-SP se não existem muitas reclamações contra a empresa;

  • Analise se as vantagens oferecidas atendem às suas reais necessidades;

  • Informe-se previamente se as taxas de juros cobradas não irão elevar demais o valor total de seu empréstimo;

  • Certifique-se de que as parcelas não irão comprometer o seu orçamento, dificultando o pagamento de outras despesas;

  • Guarde todo o material publicitário. Ele integra o contrato e suas informações devem ser cumpridas.
 
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