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Citi descarta hipótese de bolha na AL e projeta nova alta para as ações em 2008
Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
19/12/07 - 17h30
InfoMoney
SÃO PAULO - Não há bolha nos mercados acionários da América Latina. Ainda que alguns indicadores de valuation estejam esticados, existe espaço para valorização adicional em 2008, afirmou o Citigroup em relatório.
Prevendo um ciclo sem precedentes de seis anos de alta para a renda variável da região, o banco de investimento vê a América Latina em situação bastante diferente da Ásia, onde as ações estariam excessivamente caras, com sobrevalorização entre 20% e 25%.
Caro só no histórico
O Citi reconhece que, na comparação com padrões históricos, as medidas de valuation na América Latina atingiram patamar elevado. No entanto, os analistas mostram pouca preocupação com o fato, pois a forte queda do custo de capital na região ao longo dos últimos anos justifica a alteração nos múltiplos.
Para o banco, a redução no custo de capital é sustentável sob as atuais medidas de política econômica, o que abre espaço para elevação continuada das ações em 2008.
Basicamente, o otimismo dos analistas deriva do ambiente macroeconômico favorável e de fundamentos ainda sólidos para a região como um todo.
Melhor que os desenvolvidos
Aos que questionam uma eventual sobrevalorização do mercado acionário da América Latina por conta de sua aproximação aos de países desenvolvidos em termos de múltiplos, o Citi presta esclarecimentos.
Não há porque apresentar grandes temores de que os emergentes fiquem mais caros que os desenvolvidos, dizem os analistas. Primeiramente, mantida a atual relação entre os múltiplos, uma valorização adicional das bolsas nas economias centrais permitiria novos ganhos para os emergentes.
Além disso, em mais uma nota metodológica, o Citi diz que, caso sejam projetados os múltiplos à frente, as ações na América Latina podem continuar com performance superior à dos países desenvolvidos. Basta que os lucros latino-americanos cresçam a uma taxa superior.
Considerando uma estimativa de crescimento de 25% para os lucros por ação das empresas da região em 2008, o banco espera que a renda variável da América Latina supere em 15% a performance do mercado acionário em países desenvolvidos no próximo ano e, ainda assim, não negociar em um valuation relativo superior ao atual.
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