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Bolsas dos EUA fecham em queda, interrompendo sequência de três altas Por: Equipe InfoMoney 18/11/09 - 19h42 InfoMoney SÃO PAULO - Após avançarem por três sessões consecutivas, levando o S&P 500 a atingir sua maior pontuação dos últimos trezes meses, as principais bolsas norte-americanas fecharam esta quarta-feira (18) em queda. Apreensivos com os eventos decepcionantes da agenda econômica, investidores reagiram mal aos resultados divulgados por companhias tecnológicas. Techs Entre os destaques, as ações da Autodesk despencaram 10,3% no pregão. A criadora de softwares e conteúdo digital relatou lucro de US$ 29,5 milhões no terceiro trimestre, bem abaixo dos US$ 104,5 milhões registrados no ano passado. Dando sequência à temporada de resultados das techs, a Salesforce.com registrou receita líquida de US$ 20,7 milhões, pouco mais que o dobro do registrado no terceiro trimestre de 2008, mas aquém do projetado pelos analistas. Os papéis da companhia fecharam o dia com desvalorização de 3,05%. Fusões e aquisições O noticiário corporativo também movimentou outros setores. A produtora de chocolates Hershey planeja se unir com a italiana Ferrero para realizar uma oferta conjunta de compra da Cadbury, empresa britânica que vem sendo alvo de ofertas hostis por parte da Kraft Foods. Os papéis do grupo Hershey recuaram 2,03%. Ainda no cenário de fusões e aquisições, a American Express concordou em comprar a companhia de pagamentos Internet Revolution Money, por US$ 300 milhões. Os ativos da compradora subiram 0,51%. Já a Delta Air Lines viu suas ações recuarem 1,77%, após a empresa oferecer, juntamente com parceiros, US$ 1 bilhão para a Japan Airlines como forma de compensar a empresa por sua filiação com a American Airlines. Rating elevado Principal destaque positivo do Dow Jones, as ações do Bank of America fecharam com alta de 3,68%, após a agência de classificação de risco Moody's elevar os ratings do banco, de "D" para "C-", com perspectiva estável. Os papéis da instituição avançaram 3,68%. Ainda no setor financeiro, o Goldman Sachs se desculpou publicamente pelo seu papel na crise financeira e destinou US$ 500 milhões - 2,3% do total de salários e bônus de 2009 - para ajudar 10 mil pequenos empresários nos EUA, que tentam sobreviver após a recessão. As ações do banco subiram 0,17%. Imóveis e inflação A pauta econômica norte-americana voltou a trazer dados decepcionantes sobre a economia local. O mercado imobiliário deu sinais de ainda estar debilitado, com o Housing Starts revelando que o número de casas a serem construídas diminuiu na passagem de setembro para outubro, enquanto o Building Permits reportou um total de autorizações para construção de novos imóveis inferior ao esperado pelos analistas. Ainda na principal economia do mundo, chamam a atenção os índices de preços divulgados nesta sessão. Tanto o CPI (Consumer Price Index) quanto o Core CPI mostraram altas maiores do que era previsto, aumentando ainda mais os temores acerca de um cenário de inflação no país. Bolsas fecham em queda O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em leve baixa de 0,48% a 2.193 pontos, acumulando no ano forte alta de 39,07%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,11%, atingindo 10.426 pontos e subindo 18,80% no ano. Por outro lado, o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 0,05%, chegando a 1.110 pontos e acumulando no ano forte alta de 22,87%.
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